sexta-feira, 2 de abril de 2010

If you were a sailboat...

músicas fantásticas, não há?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Feliz Aniversário, Pai!

Adoro-te. Que idade linda!
Aqui vai uma copla para ti.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Saudade - abordagens

Uma moinha de doçura, bem pelo dentro de mim.
A lembrar-me, em cada esquina do que faço, em cada assomo de uma música nova, de uma anedota ouvida, de uma comida provada, que tenho vontade de o partilhar contigo.
Tenho saudades da almofada do teu peito, talvez o único sítio do mundo onde durmo sossegada. E das gargalhadas que damos por dá-cá-aquela-palha, no meio de mil conversas sem nexo que só nós percebemos. Tenho saudades do nosso cigarrinho do passeio-de-fim-de-noite-enquanto-passeamos-a-Pipa, a desdobrar conversas como se fosse a primeira vez que falássemos. E dos concursos de música nas viagens de carro ("e esta, quem canta?").
Volta depressa, que aqui está frio por fora e por dentro de mim!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uprising

É muito raro eu ir na onda, mas tenho de dar o braço a torcer. Muse é muito bom. E adoro esta.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Meu bom gigante...

... volta depressa.

2010...

... vai ser fantástico.
Quero saúde e partilha.
Desejo-vos o mesmo a dobrar e tudo o que mais desejarem.

Feliz 2010!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

... poesias ...

Há alturas - tantas, muitas - que fico pendurada do que estou a ler, num momento erguido dentro do seu próprio momento, numa ofensiva sem piedade. Sinto-me como naqueles filmes a la Matrix, em que tudo pára ao redor, copos pendurados do ar, pessoas posicionadas em stand by, as gotículas de água de um charco pisado inertes, a meio do movimento... só eu e aquela palavra, aquela frase, aquela ideia que me assalta num súbito, um sentir qualquer que me assola de repente, provindo do meio do livro.
Há alturas em que sinto que o livro físico é só uma pequena muralha de tijolo que me separa do escritor, tipo biombo indiscreto, e eu sinto o autor a olhar-me de soslaio e a mirar-me os gestos, de sobrolho levantado, como quem diz "sim, essa frase que aí coloquei, esse soneto, esse verso, esse pedaço de história, é para ti, é sobre ti".
A forma como um livro me surpreende, do nada, do inverso de um reverso, continua a embasbacar-me os sentidos. Deixa-me agastada a forma como, num devir de algodão doce (ou de limão amargo), alguém descreve, do outro lado de outro mundo qualquer, o que eu estou a sentir no meu mundo.
Tenho-me sentido em constante (re)aprendizagem, evolução e, sobretudo nos últimos tempos, robustecimento do meu inner self. Sinto-me galvanizada. Não sei se é este awareness de mim ou o facto de ter uma estante nova... tenho sido constantemente projectada em direcção à fila de livros de poesia, que redescubro como se nunca lhes tivesse pegado.
E hoje, a meio dos "cavalos a fazer sombra no mar", pego nas Poesias do Mário de Sá-Carneiro, que me foi oferecido há tantos anos, abro ao calhas e, na 7ª das Sete Canções de Declínio, sem ter presente o contexto das anteriores 6, tropeço nesta pérola:

"Meu alvoroço de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar
- Caiu-me a Alma ao meio da rua,
E não a posso ir apanhar!"

Há coisas fantásticas, não há?