quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Amor

Sabes o que me une a ti e a essa tua deliciosa forma de ser e de amar?
Um nervoso miudinho, corrosivo e infeccioso, que toma conta de mim, cada vez que te sinto perto. Uma coisa assim aparentemente simples, quase nem se nota. Mas é assim há uns aninhos. O amor é isso, entendes? É um nervoso miudinho com sabor a morango e cheiro de algodão doce. Os "amaricanos" chamam-lhe "tummy butterflies", borboletas a voar na barriga. Sinto-as quando te aproximas, de surpresa, e me beijas o pescoço. Ou quando me pedes um abraço de braços abertos, enormes. Ou quando me preparo para ver um filme aninhada no teu colo de nuvem e não resisto sem adormecer nem aos primeiros 5 minutos. Ou quando, se estás fora algum tempo, sinto as chaves e - sempre, sempre sempre, há alguns aninhos - chamas por mim ainda antes de entrar em casa.
E sabes o que mais me une a ti - para além do teu cheiro, que pressinto, pelo vento, a metros de distância, como se tivesse nariz de cão? (o nariz do amor é um nariz de cão, milhões de células olfactivas, milhões!). A gargalhada. A cumplicidade, a identidade. O humor, certeiro e companheiro. Os objectivos. E as tuas mãos. O poder imenso e confortante das tuas mãos. A tua humildade e essa tua incondicionalidade.
Ter-te, exorcisa-me. Obrigada, por tanto, João.