quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Meu bom gigante...

... volta depressa.

2010...

... vai ser fantástico.
Quero saúde e partilha.
Desejo-vos o mesmo a dobrar e tudo o que mais desejarem.

Feliz 2010!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

... poesias ...

Há alturas - tantas, muitas - que fico pendurada do que estou a ler, num momento erguido dentro do seu próprio momento, numa ofensiva sem piedade. Sinto-me como naqueles filmes a la Matrix, em que tudo pára ao redor, copos pendurados do ar, pessoas posicionadas em stand by, as gotículas de água de um charco pisado inertes, a meio do movimento... só eu e aquela palavra, aquela frase, aquela ideia que me assalta num súbito, um sentir qualquer que me assola de repente, provindo do meio do livro.
Há alturas em que sinto que o livro físico é só uma pequena muralha de tijolo que me separa do escritor, tipo biombo indiscreto, e eu sinto o autor a olhar-me de soslaio e a mirar-me os gestos, de sobrolho levantado, como quem diz "sim, essa frase que aí coloquei, esse soneto, esse verso, esse pedaço de história, é para ti, é sobre ti".
A forma como um livro me surpreende, do nada, do inverso de um reverso, continua a embasbacar-me os sentidos. Deixa-me agastada a forma como, num devir de algodão doce (ou de limão amargo), alguém descreve, do outro lado de outro mundo qualquer, o que eu estou a sentir no meu mundo.
Tenho-me sentido em constante (re)aprendizagem, evolução e, sobretudo nos últimos tempos, robustecimento do meu inner self. Sinto-me galvanizada. Não sei se é este awareness de mim ou o facto de ter uma estante nova... tenho sido constantemente projectada em direcção à fila de livros de poesia, que redescubro como se nunca lhes tivesse pegado.
E hoje, a meio dos "cavalos a fazer sombra no mar", pego nas Poesias do Mário de Sá-Carneiro, que me foi oferecido há tantos anos, abro ao calhas e, na 7ª das Sete Canções de Declínio, sem ter presente o contexto das anteriores 6, tropeço nesta pérola:

"Meu alvoroço de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar
- Caiu-me a Alma ao meio da rua,
E não a posso ir apanhar!"

Há coisas fantásticas, não há?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Wild is the Wind (part I)

E aqui está o original do "Wild is the Wind", do Sr. David Bowie.
Adoro covers bem conseguidas, adoro.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Wild is the Wind

When the wind blows
and as the darkness floats away
I long to say those things.

Listening to CatPower, "Wild is the wind".

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

... com música!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

New quest

Amanhã, pela fresquinha, rumo à FDL para dar por findo o processo de inscrição no Doutoramento. TRatar do resto da papelada, entregar os 234 certificados que é preciso entregar, o plano de investigação. Estou entusiasmadíssima. Aliás, oscilo entre o entusiasmo e o terror... eu sei o quanto me custou o Mestrado...
Confesso que a ideia de investigar num tema de que gosto tanto, de voltar a meter o nariz nos livros, de voltar a lutar com prazos, notas de rodapé, bibliografias... de procurar livros de que só há um exemplar no Mundo - numa qualquer biblioteca do Bangladesh... de ter pop ups mentais no meio do nada com ideias para pespegar no papel... confesso que isto tudo me deixa contente.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Jazzin'

músicas e vozes que nos fazem ficar deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeste tamanho (bracinhos abertos na máxima extensão)!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

É a saudade...

... que me descolora o tempo, os dias e o pôr-do-sol.
O teu abraço gigante faz-me falta.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vanishing

Como é que se gere a sensação, infecta e corrosiva, de que algo dentro de nós está a perder a cor?
Is it possible that I'm vanishing?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

mahnamahna

MAHNAMAHNA!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sou assim.

Levada da breca.
Às vezes insanamente ponderada, não raras vezes insuportável.
Mau feitio, "respondona", como dizia a minha Abuelita. Debito parvoíces com a mesma facilidade com que decoro letras e me esqueço dos títulos. Rio-me de tudo e de nada e consigo irritar a mais pequenina pedra da calçada. Canto muito alto no duche - e mal, confesso - e não gosto de estender roupa. De falar tanto, tanto, tanto, tenho dificuldades em ouvir. Ou melhor, ouço, mas ainda estou a aprender a escutar. Mando bitáites muitas vezes. Às vezes nas alturas erradas. Tenho uma penca grande e anda muitas vezes levantada, mas não é arrogância. Gosto das pessoas - e das coisas - com muita força, muitas vezes desregrada, muitas vezes cega... e às vezes custa-me confessá-lo. Sou intestinamente insensata, mas sou boa a dar conselhos. Gosto de bébés. Gosto de cães. Gosto de dançar. Não gosto de amarelo nem de verde. Sou possessiva. Demasiado assertiva. Convulsiva. Sou honesta e tenho bom coração. Choro e emociono-me com coisas de nada e depois quando tenho motivos para chorar não consigo. Gosto de fazer anos. Gostava de ter um bar de jazz e de ter sido bailarina de flamenco. Tenho imensa dificuldade em pedir desculpa. Adoro o Ikea e sei muitos nomes de artigos de cor. Amo nadar, exorcisa-me. Adoro filmes de desenhos animados e rio-me como se não houvesse amanhã com os bonecos. Gosto de telemóveis, de relógios de homem e de gravatas. Meto os joelhos para dentro - pareço o Jerry Lewis a correr. Já levantei 200 kilos de prensa de pernas e no entanto tenho perninhas de canivete. Sempre fui boa aluna, mas não sei a tabuada toda de cor. Adoro o António Lobo Antunes e estou a ler "Aqueles cavalos que fazem sombra no mar". Gosto de livros em estantes altas. Sou orgulhosa. Gostava muito de ter um curso de fotografia e de acabar mesmo o doutoramento. Sou teimosa. Tenho dificuldades em dar o braço a torcer - em vez de o dar a torcer, sinto que vou ficar sem ele. Adoro noz pecan e biquinis de cortina. O azul turquesa e o laranja - sobretudo juntos - bring out the best in me. Teclo estupidamente depressa mas só com dois dedos. Tenho medo da mudança mas ela fascina-me. Às vezes sou fria. Tenho um fascínio quase mítico por golfinhos e sereias. Às vezes sou torta, mas tenho bom fundo e sou boa pessoa.
E é pelo que sou que valho, imperfeições e falhas de sistema incluídas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Definitely...

I AM the highway.